Nasce o BICHO INTEGRAL

Queridos clientes, amigos e leitores.

Este blog nasceu como um complemento às consultas homeopáticas, que por mais que demorem 2 hs, parece que nunca estão completas. Mas o formato do blog não permite armazenar outros tipos de arquivos e eu tenho muitos textos e arquivos científicos e de outros profissionais, sempre na linha holística, que gostaria de compartilhar, inclusive com outros veterinários, holísticos ou não, com interesse em MEDICINA VETERINÁRIA ALTERNATIVA COMPLEMENTAR ou se preferirem, MEDICINA VETERINÁRIA HOLÍSTICA, NATURAL, INTEGRALISTA. Daí, surge mais um filhote meu: http://www.bichointegral.vet.br/ .

Acessem.
Aceito contribuições e sugestões.
Sejam sempre bem vindos.
Espero que gostem, aproveitem e divulguem.
Namastê.







domingo, 13 de novembro de 2011

Automutilação em Aves e o Tratamento Homeopático


Em aves, a automutilação caracteriza-se inicialmente por arrancamento de penas que se inicia normalmente como uma limpeza excessiva das penas, passando a arrancá-las e podendo evoluir para lesões na pele e músculos, chegando ao extremo de dilacerar membros inteiros, tudo isso infringido através de seus bicos aguçados.

Esta não é uma afecção exclusiva das aves, sendo encontrada em várias espécies animais como cães, gatos, eqüinos, bovinos, ovinos, animais silvestres, animais de laboratório e outros, mas apresentando em comum sempre a ocorrência de fatores predisponentes semelhantes, como manejo e instalações inadequadas, estresse (ruído, temperatura inadequada, superlotação, higiene precária das gaiolas ou viveiros), ausência de bem estar, ambiente pobre, ausência de relações sociais adequadas a cada espécie, mudanças de ambiente, perda de companheiros de convívio, ansiedade, privações (água, comida e companhia), presença de predadores nas proximidades ou até no mesmo ambiente, nutrição inadequada, parasitas, infecções, alergias e muitos outros fatores próprios a cada espécie. No fundo é tudo estresse e a automutilação seria uma das formas de reação a isso. Outras possíveis causas desse transtorno seriam as carências nutricionais, ectoparasitas como piolhos, e possivelmente processos alérgicos e frustrações sexuais.

No caso das aves, ocorre principalmente entre os psitaciformes como papagaios, araras, agapornes, calopsitas e outros, com incidência importante entre os animais criados em cativeiro. O fato desses animais viverem em bandos e necessitarem de seus companheiros de espécie para a limpeza de suas penas, alimentação compartilhada, vôos coletivos e todas as atividades desenvolvidas em grupo e estarem privados disso em cativeiro, mesmo que parcialmente, predispõe esses indivíduos aos muitos transtornos comportamentais próprios de animais criados em cativeiro.

Assista ao vídeo da Lia: bem que o Will tenta dissuadi-la, mas é ela que manda no pedaço!

Este processo de automutilação pode estender-se por meses e até anos, podendo inclusive e com frequência levar estes animais a morte decorrente de anemias severas por sangramentos crônicos ou infecções generalizadas via lesões infectadas. Além disso, a perda de peso devido a diminuição do apetite do animal e seu desconforto crônico, é evidente. É classificado como Transtorno Obsessivo Compulsivo (T.O.C). Ao bicar ou arrancar as penas há liberação de betaendorfinas que além de atuarem como anestésicos locais, dão sensação de prazer ao indivíduo, que propicia a continuidade da ação.

TRATAMENTO
O tratamento convencional para esse transtorno, além de polivitamínicos, vermífugos e parasiticidas de uso externo, assim como a melhoria geral do manejo e alimentação das aves, passa pela utilização de drogas psicoativas, como haloperidol e fluoxetina, hoje muito utilizadas em medicina veterinária (Leia mais aqui). A utilização de colares também é muito comum para evitar mecanicamente a automutilação.

O tratamento homeopático vem sendo utilizado com sucesso nos criatórios de aves, inclusive as comerciais, sempre sob orientação de um veterinário homeopata. Como já disse outras vezes aqui, a homeopatia unicista procura sinais e sintomas que caracterizem o indivíduo para tratá-lo como um todo e não apenas focando na sua patologia (leia mais aqui).


CASO CLÍNICO

Recentemente atendi a um pequeno criatório de aves em que uma calopsita chamada Lia, de aproximadamente 1 ano, me foi trazida para consulta devido ao fato de estarem surgindo gotas de sangue no chão da gaiola e ela estar arrancando algumas penas ao redor da cloaca. No início do processo suspeitamos de verminose ou mesmo de ovo retido. O primeiro medicamento homeopático utilizado não surtiu efeito. Os exames de RX e parasitológico de fezes não confirmaram as suspeitas iniciais. Com o passar das semanas e como resultado desse processo, a área ao redor da cloaca foi ficando muito avermelhada, ora com crostas, ora com sangramento. Além da medicação homeopática na água, utilizamos um gel de Aloe Vera, calêndula e hamamelis no local e Lia continuava perdendo peso, continuava a se mutilar e a sangrar.


Resolvi fazer um novo estudo das possibilidades medicamentosas e desta vez escolhi um medicamento que cobria além dos sintomas físicos de Lia, sintomas singulares referentes ao seu comportamento e a sua personalidade. Lia é uma mocinha de poucos amigos, que não gosta de ser perturbada, manipulada, é bem nervosinha, inquieta. A sorte dela é que tem um “maridinho” maravilhoso, Will, que vive lhe paparicando e agüenta o tranco do seu estado de ânimo pouco amistoso e crônico, é super sociável e totalmente do bem, além de apaixonadíssimo por ela. Todos esses fatores foram levados em consideração na nova escolha do medicamento homeopático e justamente por essa diferença grande entre os estilos de ser de ambos, Lia teve que ser medicada diretamente na boca pois se colocássemos o medicamento na água, Will iria tomar um medicamento não adequado a ele. Lia respondeu muito bem ao tratamento, restabelecendo-se totalmente em torno de 20 dias.


O ânimo ainda continua o mesmo, e por isso vamos continuar a tratá-la por mais algum tempo pra tentarmos minimizar seu sofrimento existencial !!! Ficam soltos a maior parte do seu tempo, tem acesso a área externa da casa, gaiola grande e boa alimentação. Melhor que isso só a vida livre, ideal, lá na Austrália, de onde se originaram.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Malassezia: como eu trato

As leveduras do gênero malassezia são consideradas como parte integrante habitual da microbiota da pele, dos ouvidos e das mucosas de cães sãos. O quadro clínico da malasseziose tegumentar desencadeado pela excessiva multiplicação da levedura Malassezia pachydermatis sobre a epiderme canina, somente se evidencia quando um conjunto de fatores predisponentes, endógenos ou exógenos estão presentes. Dentre os fatores predisponentes, alterações nos mecanismos de defesa do hospedeiro e na microbiota da superfície da sua pele, sugerem o status oportunista da malassezia. Seu papel na perpetuação e no agravamento das dermatites mais diversas vem sendo pesquisado há anos, por diversos grandes nomes da dermatologia veterinária mundial, na busca do entendimento de sua etiopatogenia, predisposições,incidência, evolução e respostas as diversas terapêuticas. Muitas espécies animais, inclusive o homem, tem em sua microbiota natural a malassezia.


malassezia pachydermatis : tingida de cor escura

No cão, M. pachydermatis pode ser encontrada na pele, ouvidos, sacos anais, vagina e reto. É considerado como patógeno secundário em patologias de pele e otites externas em caninos e felinos, como por exemplo doenças alérgicas de pele, seborréias e doenças inflamatórias de pele crônicas ou recorrentes. Em gatos, surge secundariamente a doenças alérgicas de pele e quando doenças sistêmicas imunosupressvas se manifestam.

Atopia e Malassezia: cães atópicos desenvolvem hipersensibilidade do tipo I (mediada por IgE) a proteína intracelular da Malassezia ! Ou seja, a malassezia complica a atopia!!!!


Hiperpigmentação de abdome

Causas predisponentes em cães:
1- Doenças alérgicas de pele – principalmente dermatite atópica mas também alimentar, à picada de parasitas, por contato...
2- Doenças do extrato córneo – seborréias
3- Doenças crônicas ou recorrentes inflamatórias
4- Algumas raças são mais predispostas: em São Paulo segundo um estudo retrospectivo de 92 casos na USP, de 1989-1995, as raças mais acometidas foram Cocker Spaniel Inglês, Pastor Alemão e Poodle. Na literatura internacional ainda encontramos Basset Hounds (especial tolerância a colonização assintomática), German Shepherd, West Highland White Terrier, Silky, Maltese, Chihuahua, Dachshund e outros.


Eritema, hiperpigmentação, lignificação

Causas predisponentes em gatos:
1- Doenças dermatológicas alérgicas – especialmente dermatite atópica e alergia alimentar
2- Doenças sistêmicas – principalmente as imunosupressivas (Fiv, Felv, neoplasias, diabetes)
3- Doenças dermatológicas crônicas e recorrentes
4- Raças predispostas: Devon Rex (especial tolerância a colonização assintomática)

Sinais e sintomas:
- eritema (pele avermelhada) , hiperpigmentação (pele enegrecida), alopecia (ausência de pelo), lignificação (pele escura e com aspecto rachado, groseiro), escamação (crostas, caspas) e/ou untuosidade (gordurosa)
- dermatite exudativa (aquela que mina, úmida) e odor seborrêico rançoso (só sentindo pra saber, às vezes da pra sentir da sala de espera!!!)
- prurido de moderado a intenso(coceira)– achado mais comum no aspecto clínico
- As lesões podem ser focais, multi focais ou generalizadas.

A intensidade das lesões e sinais pode ser muito variável na dependência de cada paciente acometido. As manifestações tem um padrão mas nunca são iguais e podem ser confundidas com atopia, sarna demodécica, sarna sarcóptica, alergia alimentar.... Os sinais vão desde ausência de lesões até uma seborréia fortíssima com escamação amarelada severa, de odor igualmente forte passando por eritema de graus variáveis em virilha, períneo e axilas. As lesões expandem-se perifericamente, de forma gradativa, alcançando áreas anteriormente não afetadas.

Locais prediletos: porção ventral de pescoço e abdome, axilas, virilhas, região inguinal, face, ouvidos (face interna do pavilhão auricular), pés, extremidades das patas.
As lesões em gatos surgem de forma mais súbita mas de aspecto semelhante ao encontrado em cães e com menor freqüência. A hiperpigmentação também é menos freqüente em gatos.


crostas e lignificação

Diagnóstico:
Atualmente o método de escolha para o diagnóstico da malassezia é o citológico. Dentre os métodos de citologia mais utilizados estão o raspado, o swab e o imprinting para identificação da levedura. Para alguns especialistas, 3 ou 4 leveduras encontradas por campo, na microscopia por imersão a óleo, são consideradas significantes para o diagnóstico clínico.
O diagnóstico por cultura da levedura não é recomendado devido a dificuldade em interpretar resultados não quantitativos, já que este é um constituinte da microbiota normal da pele.
A biópsia também pode gerar um resultado falso negativo, à medida que a levedura pode estar ausente naquele fragmento já que a distribuição da levedura na pele não é homogênea.

Tratamento:

Convencional - Muitos antifúngicos, principalmente cetoconazol e itraconazol por via oral. Tais drogas interferem com os sistemas enzimáticos do fígado, causando uma sobrecarga tóxica à médio e longo prazo.
No tratamento local utilizam-se xampus a base de cetoconazol, miconazol e clorexidine. O tratamento é longo, de 6 – 16 semanas. As recidivas são comuns e é quando os tratamentos são repetidos, mais e mais vezes.

Homeopatia – utilizando o medicamento de fundo do animal, restabelecemos seu equilíbrio orgânico, sua imunidade é potencializada e a cura acontece de forma suave, profunda e contínua.

Fitoterapia – dentre os produtos mais utilizados e eficientes, estão o óleo de neem e o de melaleuca. Alguns xampus com estes princípios também são utilizados.


probiótico

Nutracêuticos – pré e probióticos, vitaminas, minerais, enzimas, antioxidantes e outros podem ser utilizados como terapia coadjuvante, modulando a imunidade, melhorando a barreira epidérmica, diminuindo as infecções oportunistas e estabilizando os sistemas bioquímicos orgânicos como um todo.

Nutrição – com uma nutrição adequada a cada espécie, os resultados clínicos são mais promissores em qualquer afecção orgânica. Portanto, Alimentação Natural neles!!! Pode ser AN, com alimentos crus, ou comida cozida com cardápios equilibrados e adequados a fase fisiológica de cada paciente.




Como eu trato: trato o indivíduo, com homeopatia e o respaldo de suplementos nutracêuticos, boa nutrição, ênfase em bem estar, manejo adequado a espécie e muita, muita paciência!!!! Doenças crônicas como esta não requerem milagres nem mágicas e sim muito trabalho, colaboração e parceria, por longos períodos.

Namastê.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Controle natural de pulgas, carrapatos e vermes: Resumão Mãe de Cachorro

A Ana Corina como sempre nos prestando um favorzão em resumir e agrupar as formas mais naturais de combater pulgas, carrapatos e vermes nos peludos.
Copiando e linkando...



Para quem prefere matar pulgas e carrapatos sem matar junto cães e gatos, a Ana fez um resumão baseado nos vários posts sobre o assunto do blog dela. Como ela mesmo diz: mais mastigado do que isso só se eu for até a casa de vocês tratar dos peludos, né não? Espero que seja útil!

No blog dela tá tudo linkadinho, cada produto pode ser encontrado facilmente!

Controle em cães e gatos
•O suplemento em pó Estibion Plus Neem mata pulgas e carrapatos em cães e gatos. Onde comprar: pet shops, agropecuárias ou na internet.
•O laboratório Arenales possui medicamentos homeopáticos que matam pulgas e carrapatos no animal e no ambiente. Onde comprar: pet shops, agropecuárias ou na loja da Arenales na internet. São eles :

1.Fator P&P Animal Glóbulos® - indicado para controle de pulgas (Ctenocephalides) em cães e gatos.
2.Fator EctoCão® - indicado para o controle complementar de carrapatos (Rhipicephalus sanguineus), berne (larvas de Dermatobia hominis), moscas de orelha (Stomoxys calcitrans) e erliquiose (Ehrlichia canis) no cão. Pode ser administrado em animais de qualquer idade ou raça e inclusive em fêmeas prenhes ou em lactação.
3.Fator P&P ANIMAL Talco® - indicado para o controle de pulgas (Ctenocephalides) em cães e gatos.
•O laboratório HomeoPet possui medicamentos homeopáticos que matam pulgas e carrapatos no animal. Onde comprar: pet shops, agropecuárias ou na loja da HomeoPet na internet. São eles :
•Parafelis - indicado para auxiliar o controle dos ectoparasitas (carrapatos) e endoparasitas dos felinos.
•Paracanis - indicado para auxiliar o controle dos ectoparasitas (pulgas, carrapatos, bernes, mosca das orelhas etc.), dos endoparasitas (vermes) e nas hemoparasitoses dos cães.
•O laboratório Bioboi possui um medicamento homeopático, o BioCão, para matar carrapatos em cães e gatos. Onde comprar: na loja da BioCão na internet.
•A marca DogNeem possui produtos à base de neem para uso no banho e no controle de infestações do ambiente. Onde comprar: pet shops, agropecuárias ou na loja da DogNeem na internet.

DICAS IMPORTANTES:
•Pulgas e carrapatos preferem atacar cães e gatos com imunidade baixa, manter seu peludo com boa imunidade ajuda a deixar os invasores longe!
•Ter boa imunidade passa por estar no peso ideal (nem gordinho, nem obeso!).
•Alho cru picadinho oferecido para cães (NUNCA para gatos) aumenta a imunidade e age como repelente dos vampirinhos. Dosagem: 1/5 de um dente médio de alho para cada 10kg de peso do cachorro.
•Uma colher de café ou de chá de levedura de cerveja em pó, dependendo do porte do animal, também reforça a imunidade.
•Uma colher de sobremesa de vinagre de maçã na vasilha de água onde seu cão/gato bebe ajuda a manter pulgas e carrapatos afastados.


Controle do ambiente
•Faça um controle rigorso do ambiente, sempre retirando cães e gatos do local para dedetizá-lo e aspirá-lo, mesmo que os produtos utilizados sejam naturais.
•Misture óleo de neem na proporção de 100ml de óleo para 5 litros de água, pulverize casinhas, quintais, paredes, carpetes, tapetes, pisos e todo o ambiente onde há infestação!
•Atenção redobrada para pisos de madeira, carpetes e tapetes, todos ótimos condomínios das marditas!
•Prefira casinhas de plástico para cães que moram no quintal, pois não servem de “berçário” para as pulgas.
•Dê banho de sol nas casinhas, camas, roupas e roupas de cama dos peludos, de preferência todos os dias.
•O laboratório Arenales possui um talco homeopático que mata pulgas no ambiente, é o Fator P&P Canil® - indicado para pisos, inclusive carpetes, tapetes e panos de dormir do animal, em residências onde há cães e gatos parasitados por pulgas.Onde comprar: pet shops, agropecuárias ou na loja da Arenales na internet.
•A marca DogNeem vende óleo de neem para controle de infestações do ambiente. Onde comprar: pet shops, agropecuárias ou na loja da DogNeem na internet.
•A marca Estibion vende óleo de neem para controle de infestações do ambiente. Onde comprar: pet shops e agropecuárias ou pela internet.
•Mantenha o quintal e as instalações de cães e gatos sempre limpos!


Receitas caseiras para matar pulgas e carrapatos:

•Técnica caseira para matar as pulgas: colocar uma bacia com água misturada com detergente no local da infestação, agitar bem até que se forme espuma, em seguida coloque uma luz forte em cima da bacia. As pulgas são atraídas pela luz que se reflete na água com espuma e pulam dentro da bacia morrendo em seguida. (fonte da técnica: Como fazer)
•Mistura com cânfora e cravo da índia:
Atenção: cânfora corta o efeito da homeopatia, então não usar a receita abaixo em cães/gatos que estejam usando homeopatia.
1
litro de álcool
30 pedras de cânfora
1 pacote pequeno de cravo da índia
1 copo de vinagre branco IMPORTANTE: NÃO LEVA ÁGUA!
Misture tudo e deixe em infusão até dissolver a cânfora e
coloque em um borrifador de plantas.
Use bastante nos pêlos (cães e gatos), na casa depois de varrer, nas casinhas deles...
Até em você, pois o efeito repelente serve contra mosquitos em humanos também.
Tenho 26 peludos em casa e não tenho NENHUMA pulga.
Carrapatos aparecem às vezes, pois o vento traz, mas morrem na hora!
Quando chega um peludo resgatado da rua, antes do banho eu
borrifo esta solução neles e envolvo com uma toalha.
As pulgas saem mortas e os carrapatos quase morrendo!
Leia mais: Eca! Bom mesmo é não ter nenhum dos dois!

•Banho de arruda (esse é bom até para mau-olhado, hahaha)
Espantar parasitas, como pulgas e carrapatos - Remédio natural: arruda
Primeiramente, prepare uma infusão com 20g de folhas de arruda em 1 litro de água quente (sem ferver) e use como a última água de enxágue no banho. Deixe secar naturalmente. Leia mais: Dicas caseiras para tratar seu peludo (cicatrização rápida, anti-pulgas naturais etc.)

•Galhos da erva-de-santa-maria sob a cama de cães e gatos agem como repelente.

Valeu Ana Corina, mais uma vez...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tratamento Espiritual em Animais no RJ


Se pra gente funciona, porque não pra eles, né não?
Apoio essa prática a medida que sabemos que os peludos/penosos/escamosos seja pelos excessos ou faltas de seus sempre bem intencionados tutores, acabam por acumular energias dos mais diversos tipos e cores em seus corpos e essas energias acumuladas, sem movimento, se depositam e somatizam. Crenças a parte um passe de amor e cura é sempre muito bom!!! Obrigada pelo e-mail Simone Nardi, grande beijo.

sábado, 8 de outubro de 2011

Destino adequado das fezes de cães: composteira

Dois textos em um: DIGESTOR DE FEZES CANINAS e COMPOSTEIRA A PROVA DE CÃES, ambos traduzidos pela querida e eficientíssima Médica Veterinária e amiga Sylvia Angélico do cachorroverde
No primeiro texto finalmente descobriremos uma forma de dar um fim adequado aos muitos quilos de fezes produzidos em nossos jardins!!! Os lixeiros e o ambiente agradecem....No segundo texto uma solução para proteger a nossa compostagem dos focinhos curiosos e eternamente famintos dos peludos.
Obrigada Sylvia, você sempre prevendo nossas eternas dúvidas.



Dois projetos “verdes” imperdíveis e descomplicados para seu jardim
Texto: Tom Barthel

Ilustrações: Thomas Kimball
Tradução: Sylvia Angélico

Se você ama seu cão e o meio ambiente, seja verde e faça você mesmo. Com apenas algumas simples ferramentas, produtos básicos, e um pouco de suor, você pode transformar seu jardim em um oásis natural que nutre a Terra e o cão que você ama.
Você vai levar menos que um final de semana para montar cada um desses projetos e acrescentará muito à qualidade de vida do seu pet e ao meio ambiente local. Ao criar seu próprio fertilizante orgânico com os excrementos de seu cão, você gera soluções simples que trarão mais harmonia ao seu quintal!

Digestor de cocô de cachorro

Cocô acontece. Faz parte da posse de cães. De fato, cada um dos 77.5 milhões de cães dos Estados Unidos produz em média 137 quilos de cocô por ano, sendo que a maior parte acaba em sacos plásticos que levam anos para se decompôr no lixão local. Em vez de contribuir para esse cenário, experimente construir sua própria composteira no jardim.
Alguns simples passos convertem a sujeira da Mãe Natureza em bioprodutos inofensivos que retornam ao solo. Esse hábito ecológico não apenas te poupa de manusear as fezes, como é melhor para o meio ambiente, já que preserva a fonte d’ água mais próxima da contaminação de parasitos que podem infestar as fezes caninas.
Cocô canino compostado não deve ser utilizado na horta dos legumes, verduras ou frutas que você irá consumir, porque pode ainda conter micróbios e parasitos prejudiciais aos humanos. Mas você pode facilmente criar uma unidade fechada onde o cocô pode se decompôr naturalmente, longe da vista e dos narizes.
Você vai precisar de:
• Um cesto de lixo com tampa
• Cascalho (um saco)
• Composto ou enzimas para limpeza de tanques sépticos
• Cal ou bicarbonato de sódio
• Furadeira elétrica com ponta de 1/4 de polegada
• Pá
• Tinta em spray



Instruções:
Um receptáculo, de preferência de plástico, com uma tampa seladora é essencial para um jardim com crianças e pets ativos, já que eles podem facilmente cair dentro de um cesto de lixo destampado. Certifique-se de que a tampa está firmemente presa após cada uso. Cestos de lixo maiores para área externa tipicamente têm dois tamanhos: 50 e 100 litros. Mas há menores. Escolha o tamanho do cesto de acordo com o número e o porte de pets que você tem em casa.
Selecione um canto de seu jardim que seja de fácil acesso. Vire o cesto de cabeça para baixo, coloque-o no local selecionado e borrife um círculo de tinta em volta do bocal, desenhando a forma no solo. Usando essa forma como guia, cave um buraco com a profundidade do cesto de lixo, deixando espaço suficiente no topo para levantar e recolocar a tampa do lixo. Não cave onde houver sistema hidráulico ou outras estruturas subterrâneas. Vá sentindo à medida que cava, retirando apenas solo suficiente para permitir o preciso encaixe do cesto de lixo. Com a furadeira, faça diversos furos no fundo do cesto para permitir uma boa drenagem e posicione o cesto dentro do buraco. Acrescente uma camada de cascalho no fundo do cesto.
Recolha as fezes de seu cão e coloque dentro da composteira. Tampe firmemente. Uma vez por semana, levante a tampa e polvilhe composto ou enzimas (encontradas na loja de construção mais próxima ou em lojas de jardinagem) obedecendo as instruções da embalagem. Acrescente uma camada de cal ou bicarbonato de sódio periodicamente se o odor estiver incomodando.

Compost enzyme = enzimas para compostagem; Baking Soda = bicarbonato de sódio


Composteira à prova de cachorros

A compostagem de resíduos do jardim e de restos vegetais é uma excelente maneira de cuidar do Planeta e de, ao mesmo tempo, produzir fertilizante de qualidade para o jardim. O único inconveniente é que a maioria dos cães também adora a ideia. Como eles podem resistir a uma pilha de lixo maturando e se decompondo no sol? Para manter seu cão longe da composteira, você pode construir uma caixa protetora simples, à prova de cachorros.
Trata-se de uma gaiola básica com laterais removíveis que contém a pilha de lixo ao mesmo tempo em que permite que os raios solares e a água das chuvas operem sua magia. E é claro: também evita escavações indesejadas e o ato de rolar sobre a sujeira.
Você vai precisar de:
• Ripas de madeira (aquelas para caixote)
• Tela de viveiro
• Grampos galvanizados para madeira (1 caixa com 50 unidades)
• Parafusos grandes para uso externo
• Trincos para caixa
• 2 dobradiças para portão
• Martelo
• Serra
• Tesoura/alicate para cortar metal
• Furadeira elétrica com ponta de chave de fenda


2′ x 4″ = ripas de madeira; fencing staples = grampos; hardware cloth = tela de viveiro; 2′ x 4″ cross brace = ripa de madeira usada internamente para dar suporte
Instruções:
Construa uma moldura de 1 metro por 1 metro com ripas de madeira, aparafusando os quatro lados com parafusos compridos e resistentes. Meça diagonalmente de um canto ao outro para descobrir que comprimento deve ter a ripa suporte que vai por dentro. Serre uma ripa e posicione-a na diagonal, prendendo-a à moldura com parafusos. Desenrole a tela de viveiro sobre toda a moldura e corte-a no tamanho desejado usando a tesoura ou alicate de cortar metal. Com os grampos e o martelo prenda a tela de viveiro. Repita esses passos para montar os outros seis lados da caixa.
Prenda cada um dos quatro lados da caixa com quatro trincos. É muito mais fácil virar a pilha de compostagem quando você consegue remover mais de um lado, expondo mais da pilha e permitindo mais espaço para a manobra necessária de revirar o material. Além disso, quando seu lote estiver completo, o cultivo da compostagem é muito mais fácil se você consegue acessá-lo de todos os lados. Use a moldura final como tampa, prendendo-o a um lado da caixa com dobradiças resistentes. A caixa modular, completa para compostagem, pode ser facilmente desmontada para tarefas de manutenção ao mesmo tempo em que impede que seu pet mergulhe na pilha.
Ao criar uma pilha para compostagem, procure fazer a seguinte combinação: uma parte de resíduos vegetais (restos de grama aparada, restos de verduras, legumes e frutas, etc), e duas partes de resíduos marrons (serragem, folhas mortas, jornal picado, etc). Mantenha as peças da pilha pequenas, do tamanho de uma moeda de 1 real, com a exceção das folhas, que podem ser usadas em seu tamanho natural. Umedeça a pilha (se não tiver chovido recentemente) e revire tudo com uma pá ou ancinho para incorporar oxigênio pelo menos uma vez a cada dois dias. Com sol, água e oxigênio, um rico composto se formará em quatro semanas. Espalhe-o no gramado ou no canteiro de flores ou horta de legumes e verduras para empregá-lo como um fertilizante 100% natural e de baixo custo.


Ainda que você seja minimamente habilidoso com ferramentas e não seja adepto do faça-você-mesmo, construções simples como essas estão bem dentro do seu alcance. Que tal colocar as mãos à obra nesse final de semana e fazer uma grande diferença para seu cão e para o meio ambiente?

Tom Barthel é um mestre em jardinagem de Lansing, Michigan, e escritor autônomo especialista em assuntos relacionados a cães e jardins. Seu livro mais recente é Dogscaping: Creating the Perfect Backyard and Garden for You and Your Dog, da editora BowTie, 2010, algo como “Paisagismo para Cães: Criando o Quintal e Jardim Perfeitos para Você e Seu Cão” em português, inédito no Brasil.
Material original: “Two Green Must-Haves: Easy DIY projects for your backyard” – artigo escrito por Tom Barthel e publicado na revista Natural Dog+Dog Fancy, verão de 2010, págs 24, 26, 28 e 30.

Postado por Sylvia Angélico em www.cachorroverde.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Acupuntura e Quiropraxia Veterinárias: O quê, Quando, Quem?



Por Ed Boldt, Jr., DVM
Alternative therapy – Aug 22nd, 07
Traduzido (livre) e adaptado de http://www.aaep.org
Disponível em: http://www.quirotherapy.com/acupuntura-e-quiropraxia-veterinarias

O uso de terapias “complementares” continua a crescer dentro da prática veterinária. Enquanto há uma miríade de modalidades que se encaixam neste termo bastante amplo, as duas mais utilizadas são a acupuntura e a quiropraxia (às vezes referida como terapia manual). Sabe-se que a medida em que uma quantidade crescente da população lançam mão das terapias complementares para sua própria saúde, estes indivíduos então buscam tais terapias para seus animais. Deve-se frisar que o termo “complementar” é o correto para o uso da acupuntura e quiropraxia veterinárias.
Estas terapias complementam nosso tratamento veterinário convencional ou de rotina. São acessórias, não substitutos.
Esta demonstração tem como objetivo lhe informar sobre o que é a quiropraxia veterinária, quando pode ser utilizada para ajudar seu cavalo e quem você deve procurar para estes serviços.

O QUE É A QUIROPRAXIA?
O tratamento quiroprático foca na saúde e função apropriada da coluna vertebral; entretanto, a pelve, membros e cabeça também são considerados. A quiropraxia usa forças controladas aplicadas a articulações específicas ou regiões anatômicas para causar uma resposta terapêutica devido a mudanças induzidas nas estruturas articulares, função muscular e reflexos neurológicos. O princípio comum em toda a teoria quiroprática é que a disfunção articular afeta o balanço neurológico normal encontrado em indivíduos saudáveis. A coluna vertebral deve ser considerada do ponto de vista da “unidade motora”. Esta consiste em duas vértebras adjacentes e as estruturas dos tecidos moles associados – músculos e ligamentos, nervos, vasos sanguíneos e todo o conteúdo do espaço intervertebral. Qualquer ruptura da função normal da unidade motora é definida como “complexo de subluxação vertebral”. Ajustes são então feitos para se corrigir esta ruptura e restabelecer o movimento normal da articulação. Do ponto de vista do quiropraxistas, não há “osso fora do lugar”.

QUANDO VOCÊ DEVE PROCURAR UM QUIROPRAXISTA?
Sintomas associados com um problema
Dor é o sintoma comum que um cavalo exibe que sugere a indicação benéfica da quiropraxia. Sinais que podem ser associados com um complexo de subluxação vertebral e sugerir a necessidade do tratamento quiroprático:
- postura anormal ou variável quando em pé;
- desconforto quando selado ou montado;
- cabeça e pescoço estendidos ou costas arqueadas – tensão cervical e na coluna;
- chicotear a cauda;
- queda de performance;
- desenvolvimento de comportamento anormal;
- expressão facial de dor ou apreensão;
- sensibilidade ao toque;
- anormalidades na andadura – passada mais curta em um ou mais membros
- atrofia muscular;
- incapacidade de engajar os membros posteriores;
- incapacidade do cavaleiro de sentar corretamente na sela;
- incapacidade de dobrar o pescoço;
- problemas musculoesqueléticos;
- todos os fatores contribuintes que levam a problemas musculoesqueléticos devem ser considerados durante um exame, incluindo ambiente, uso, ferrageamento, cavaleiro e sela.

Síndrome do Navicular /Dor nos talões
Estudos mostram que a acupuntura pode ser efetiva no controle da dor na síndrome do navicular. Esta condição pode responder bem ao uso da acupuntura como parte de um tratamento geral para dor. Como nos tratamentos convencionais para estes problemas, fatores contribuintes como balanceamento do casto e ferrageamento são extremamente importantes. Considerar e equilibrar o corpo todo do cavalo com acupuntura e quiropraxia irá proporcionar os melhores resultados.

Laminite
A acupuntura pode ser muito benéfica na laminite aguda. Sinais de diminuição da dor local (mudança na postura) podem ser geralmente vistos em minutos de tratamento. Todo o cavalo deve, novamente, ser levado em consideração para alcançar os resultados terapêuticos máximos. A acupuntura e quiropraxia podem ser necessárias para aliviar os espasmos da coluna e pelve vistos devido às mudanças de apoio freqüentes (jogar o peso para trás) vistas na laminite aguda. Na laminite crônica, a acupuntura é geralmente mais benéfica, ajudando na dor generalizada corporal e tratando os problemas subclínicos do indivíduo, em um ponto de vista da medicina tradicional chinesa. A fitoterapia pode também ser muito benéfica em ambos os casos de laminite, aguda ou crônica.

Dor Toracolombar
A dor na área lombar baixa, onde as vértebras torácicas e lombares se encontram, é normalmente secundária ou compensatória. Os benefícios do uso da acupuntura e quiropraxia são a palpação e exame dinâmico. Não apenas a patologia local é melhor reconhecida, como às vezes a dor em certas ares pode levar o veterinário a examina outra área que possa estar primariamente causando a dor. O exame pode frequentemente encontrar que a causa da dor é, na verdade, uma sela mal ajustada. Aconselhar o cliente ou mudar a sela ou manta são todas as medidas necessárias para resolver o problema. A dor toracolombar crônica pode se tornar o problema primário, se persistir após a resolução de outros problemas. A acupuntura e quiropraxia podem ajudar no tratamento de todas as dores toracolombares – primárias, secundárias ou agudas.

Problemas Lombossacros e Sacropélvicos
Problemas na área onde as vértebras lombares e sacrais se encontram e na área da garupa podem ambas se beneficiar com o exame da palpação e o uso da acupuntura e quiropraxia. Geralmente, uma boa palpação nestas áreas pode diminuir a área afetada, trata-la e indicar quando outros diagnósticos ou terapias são necessários. Problemas em membros inferiores podem ter um papel na causa da dor nas áreas lombossacra e sacropélvica.
Entretanto, problemas nestas áreas podem ser primários (devido a trauma) ou se tornar primárias após o problema dos membros pélvicos terem sido resolvidos. Como mencionado anteriormente, problemas nessas áreas podem causar também dor compensatória nos jarretes e às vezes boletos. Resolvendo o problema na pelve, a dor nos boletos e jarretes pode ser resolvida.

Dor Cervical
A acupuntura e quiropraxia podem ser úteis de muitas formas para problemas nesta área. Primeiro, o método de exame de palpação ajuda na identificação de onde a dor se origina e pode até levar a outros diagnósticos daquela área. Os dois tratamentos podem ser eficazes para eliminar a dor nesta área. É de importância vital que apenas um acupunturista ou quiropraxista treinado adequadamente faça o tratamento

Problemas Neurológicos
Síndrome de Wobbler
Acupuntura e em certo grau a quiropraxia podem ser benéficos em todas as formas desta síndrome, mas devem ser utilizadas com extrema cautela. Um diagnóstico completo, incluindo radiografia, deve ser realizado antes de iniciar o tratamento. Novamente, um exame completo pode ajudar em localizar e aliviar problemas compensatórios, mas isto deve ser feito por um veterinário.

Diminuição Libido / Contagem Espermática
Geralmente estas condições são decorrentes de dor. Ambos os tratamentos podem ser úteis para determinar a localização da dor e trata-la. Muitas vezes um garanhão pode sofrer de dor lombar ou pélvica e isto causar relutância na cobertura de éguas ou manequim. Estresse podem também contribuir para estes problemas.

Problemas Comportamentais
Muitos dos problemas comportamentais dos cavalos são em resposta à dor. Cavalos reagem a dor sendo evasivos ou agressivos, já que se livrar da dor não é uma opção. Como discutido anteriormente, a acupuntura e quiropraxia podem localizar e tratar a localização e fonte da dor.

QUEM VOCÊ DEVE PROCURAR PARA ESTES SERVIÇOS?
É importante que você procure por um veterinário que tenha treinamento adicionar em acupuntura e quiropraxia para tratar do seu cavalo. Sem um entendimento apropriado da anatomia do cavalo e os problemas em potencial, um plano de diagnóstico e tratamento não pode ser feito.

Referências:
Ma, Ma, & Cho Biomedical Acupuncture for Pain Management: An Integrative Approach, Missouri, Elsevier, 2005.
Baldry, P. Acupuncture, Trigger Points and Musculoskeletal Pain, Elsevier, 3rd Edition, 2005.
Haussler, K. Equine Chiropractic: General Principles and Clinical Applications, in Proceedings. Am Assoc Equine Pract 2000; 46:84-93.
Willoughby, S. Equine Chiropractic Care. Port Byron, IL. Options for Animals, 1991.
Hackett, G., Spitzfaden, D., May, K., Savoldi, M., Dodd, M. Acupuncture: Is It Effective for 6Alleviating Pain in the Horse?, in Proceedings. Am Assoc Equine Pract 1997; 43:333-335.
Xie, H., Ott, E.A., Colahan, P. Influence of Acupuncture on Experimental Lameness in Horses, in Proceedings. Am Assoc Equine Pract 2001; 47:347-357.
Alvarenga, M.A., Ferreira, J.E.P., Meira, C., Luna, S.P.L., Burns, P.J. Induction of Luteolysis in Mares Utilizing a Micro-dose of Prostaglandin in the Sacral Lumbar Space Space (Bai Hui Acupoint), in Proceedings of the 24th Annual Intl Congress on Vet Acup. IVAS 1998; 24:169-171.
Steiss, J. Neurophysiological Basis of Acupuncture. In: Schoen AM, ed. Veterinary Acupuncture:Ancient Art to Modern Medicine, 2nd ed. St. Louis, MO: Mosby Publications, 2001:24-46.
Ridgway, K. Diagnosis and Treatment of Equine Musculoskeletal Pain. The Role of the Complementary Modalities: Acupuncture and Chiropractic, in Proceedings. Am Assoc Equine Pract 2005; 51:403-408

ESPIRRO REVERSO

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VANTAGENS DO USO DA HOMEOPATIA EM VETERINÁRIA:




Não requer experimentação cruenta em animais.


Não utiliza drogas de elaboração
industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.


Pode prescindir de vacinas ou outros
meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas,
evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.


Promove terapêuticamente e favorece
ideológicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos
terapêutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.


Custo baixíssimo!


Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.


Ao reequilibrar a energia vital do enfermo,
atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas
físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.

POR QUE OS ANIMAIS SOFREM?

Texto de Helena P. Blavatsky, 1883

"P. É possível para mim, que amo os animais, obter mais poder do que tenho para ajudá-los em seu sofrimento?

R. Um autêntico AMOR não egoísta, combinado à VONTADE, é um “poder” em si mesmo. Aqueles que amam os animais devem mostrar sua afeição de maneira mais eficiente do que cobrir seus animais com fitas e levá-los para uivar e arranhar nas competições, em busca de prêmios.

__________

P. Por que os animais mais nobres sofrem tanto nas mãos dos homens? Não preciso entrar em detalhes ou tentar explicar esta questão. As cidades são lugares de tortura de animais que podem, por qualquer motivo, ser usados e abusados pelo homem! E esses são sempre os mais nobres.
R. Nos Sutras ou Aforismos de Karma-pa, uma seita que é um ramo da grande seita Gelukpa (capuz amarelo) no Tibete, e cujo nome indica sua doutrina – “os que acreditam na eficácia do Carma” (ação, ou boas obras) – um Upasaka [1] pergunta a seu Mestre: “Por que o destino dos pobres animais mudou tanto ultimamente? Nunca um animal era morto ou tratado injustamente nas imediações de um templo budista ou outros templos na China, antigamente, enquanto hoje em dia eles são mortos e livremente vendidos nos mercados de várias cidades, etc.” A resposta é sugestiva:
. . . “Não ponha a culpa na natureza por esta injustiça sem igual. Não procure inutilmente por efeitos cármicos para explicar a crueldade, porque o Tenbrel Chugnyi (conexão causal, Nidâna) não lhe mostrará nenhum. É a indesejada vinda do Peling (cristão estrangeiro), cujos três deuses ferozes recusaram-se a dar proteção para os fracos e pequenos (os animais), que é responsável pelos sofrimentos incessantes, e de fazer doer o coração, de nossos companheiros mudos.”
A resposta à pergunta acima está aqui em poucas palavras. Pode ser útil, ainda que mais uma vez desagradável, dizer a alguns religiosos que a culpa por este sofrimento universal é inteiramente da nossa religião e educação ocidentais. Cada sistema filosófico oriental, cada religião e seita da antiguidade – bramânica, egípcia, chinesa e, finalmente, o mais puro e nobre de todos os sistemas de ética existentes, o budismo, ensinam bondade e proteção a cada criatura viva, desde o animal e o pássaro até os seres rastejantes e mesmo o réptil. Só a nossa religião ocidental permanece em seu isolamento, como um monumento ao mais gigantesco egoísmo humano jamais desenvolvido por uma mente humana, sem uma palavra em favor ou proteção do pobre animal. Muito pelo contrário. Porque a teologia, enfatizando uma frase do capítulo jeovístico da “Criação”, interpreta-a como prova de que os animais, como todo o resto, foram criados para o homem! Portanto, a caça se tornou um dos entretenimentos mais nobres das classes superiores. Assim – pobres inocentes pássaros feridos, torturados e mortos aos milhões a cada outono, tudo em países cristãos, para a recreação do homem. Disso também surgiu a maldade, e freqüentemente a crueldade a sangue frio, durante a juventude do cavalo e do novilho, indiferença brutal com seu destino quando a idade os torna incapazes para o trabalho, e ingratidão após anos de trabalho duro para o homem e a seu serviço. Em todos os países que o europeu passa a dominar, começa a matança de animais e o seu massacre inútil.
“Alguma vez o prisioneiro matou animais por prazer?” perguntou um juiz budista numa cidadezinha fronteiriça na China, infestada de piedosos homens de igreja e missionários europeus, a respeito de um homem acusado de ter matado sua irmã. E, diante de uma resposta afirmativa, já que o prisioneiro tinha estado a serviço de um coronel russo, “um poderoso caçador diante do Senhor”, o juiz não precisou de nenhuma outra evidência e o assassino foi considerado “culpado” – com razão, como sua confissão posterior comprovou.
Deve o cristianismo, ou mesmo o leigo cristão, ser culpado? Nenhum dos dois. É o sistema pernicioso da teologia, são os longos séculos de teocracia e o feroz e sempre crescente egoísmo dos países ocidentais civilizados. O que podemos fazer?"
NOTA:

[1] Upasaka: discípulo. (NT)

“Theosophical Articles”, H.P. Blavatsky, Theosophy Company, Los Angeles, Volume II, 532 pp., 1981, pp. 327-328.